Quem no Cosmos?


19/10/2005


ADEUS BLOG VELHO... FELIZ BLOG NOVO...

Só o que tenho a dizer é: VAI LÁ!!!

Escrito por Oksana às 18h15
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08/10/2005


Macaquinhooo, cadê você? (A saga continua)

= Abrem-se aqui enormes parênteses contendo a minha opinião sobre qual das polícias afinal teria competência (lato sensu) para nos atender diante de uma dificuldade dessas. Primeiro, a Militar. Não me venham com essa conversa de que vocês não podem trocar pneu porque têm coisas mais importantes pra fazer, porque até hoje eu só vi polícia de perto na madrugada quando eles estão batendo na janela embaçada do carro e empatando f... dos outros (isso, é claro, quando não é o PM que tá dentro do carro, hehehe). Pra isso vocês servem, pra trocar pneu não? E a Civil, então? Uma vez eu liguei pra eles porque o portão eletrônico da casa da vizinha disparou quando ela estava viajando, e aquela p... de portão não parava de abrir e fechar sozinha, fazendo um estrondo absurdo, de modo que eu, que havia chegado em casa às 4h30m da manhã, simplesmente não conseguia dormir! E não é que eles foram? Mas disseram que não podiam fazer nada, que eles não podiam entrar na casa sem um mandado, blá blá blá. Então eu desci de shortinho e blusinha e eles subitamente decidiram que era lícito, sim, invadir a garagem da casa e desconectar os fios do portão... E me disseram que qualquer problema que eu tivesse era só ligar, a qualquer hora! (Por que que eu não guardei o nº do telefone?) Hahahahahaha... E quando rolavam umas festas no terreno atrás da minha antiga casa em plena madrugada de terça-feira? Eu ligava pra PM, pra Civil, ninguém queria saber. Diziam que eu tinha que ligar na Delegacia do Meio Ambiente (que só funciona em horário comercial, quando não tem nenhuma festa rolando). Foi o que me ocorreu naquela noite chuvosa em que a Ciça atropelou o canteiro. Se a referida Delegacia estivesse funcionando àquela hora, era só a gente aumentar um pouco a história e dizer que tinha acertado o toco de árvore: “Alô, é da Delegacia do Meio Ambiente? É o seguinte, eu acabei de atropelar uma árvore, acho que ela está morta e eu quero me entregar. E digo mais: o macaco sumiu!!!” Fecham-se os parênteses gigantes =

 

Diante de tamanha colaboração, eu tentei falar com o meu PM “particular”, mas ele não atendeu (depois me explicou que o celular estava no silencioso pra evitar ligações da ex-namorada louca que não, não sou eu, e mais: que com certeza absoluta teria ido até lá se ele tivesse ouvido minha ligação...). Liguei ainda pra mais um amigo, e expliquei pra ele que o macaco e a chave de roda deviam estar num local inacessível pra mulheres. Ele então sugeriu que eu fizesse um carro parar pra me ajudar. Sim, a gente querendo uma escolta policial pra nos proteger de um eventual maluco que passasse e o mané do Little Lamb querendo que eu fizesse os malucos pararem!

Nisso eu já estava inteira encharcada, da cabeça aos pés, tendo inclusive ficado de joelhos no asfalto molhado pra tentar desvendar o mistério: “Como que esse estepe sai daí?”

Vimos que não tinha mais jeito mesmo, e a Ciça resolveu ligar pra casa. A mãe atendeu, o pai estava na sala esperando ela chegar (sabe aquele tipo de pai bem tranqüilo que não dorme enquanto a filha não chega? Pois é, claramente se conclui que esse pobre homem não dorme NUNCA!!!). Bem quando ela estava no telefone, explicando a situação, e dizendo pra mãe ficar tranqüila porque ela não estava sozinha, ela estava comigo (ufa! Que perigo poderia ela correr estando comigo ao seu lado?), chega um reboque. Sabe Deus qual deles, porque ligamos pra uns 5, incluindo um do seguro, embora o pai da Ciça tivesse cancelado o seguro do carro dela (depois descobriríamos que isso não era verdade! Não dá mesmo pra confiar nos homens!). Enfim, o tiozinho chegou super simpático, trocou o pneu em 10 minutos, enquanto ria da gente contando da tentativa frustrada de trocarmos o pneu nós mesmas.

Aí eu fiquei preocupada com um detalhe: “Ciça, seus pais não vão pensar que você estava bêbada, drogada, ou qualquer coisa assim?” (e acreditem, ela não estava MEESMO, porque a gente estava pobre demais pra consumir ANYTHING), e ela: “Não, não, eles sabem que eu sou idiota mesmo”. Ah, bom, assim fico mais tranqüila. Esse negócio de ser atropelada por um canteiro desgovernado deixou a Ciça muito abalada, porque já fazia tempo que ela não se envolvia em nenhum desagradável incidente automobilístico. Antes disso, ela só bateu uma vez no portão da casa da amiga (sendo que a amiga teve que pular da frente do portão ou provavelmente não andaria hoje), outra vez bateu de ré no carro da mãe, outra vez atropelou um cão... Agora entra um canteiro pra lista de vítimas. E absolutamente sóbria!!!

Ah! E enquanto o tiozinho trocava o pneu a Ciça me chama num canto e comenta baixinho: “Oki, ainda tem mais um detalhe: eu não tenho dinheiro”... Como eu só tinha R$ 0,50 no bolso, imaginei que não poderia ajudar... De qualquer modo, o tiozinho disse que a suspensão já era, mas que dava pra ela ir dirigindo pra casa... Ela achou melhor não, muito precavida, preferiu ser rebocada até em casa (onde tinha grana pra pagar).

Quando ela ligou pra casa e a mãe atendeu, o pai na sala imaginou: “Deve ser a Ciça avisando que vai chegar tarde”... E nem ficou sabendo o que de fato havia ocorrido. De repente, o pai exausto, que já tinha adormecido no sofá, ouve um som altíssimo de caminhão bem na frente de casa... E depois o carro descendo com a roda toda ferrada fazendo o maior barulhão... E pensa: “O que foi que a MARIA CECÍLIA aprontou dessa vez?”...

Agora o carro está na oficina, sem previsão de retorno, o que quer dizer que, por enquanto, estamos todos a salvo pelas ruas. O pior que ela vai conseguir a pé é dar uma topada com o dedão nos canteiros da cidade, mas isso não há de causar grande dano (só pra ela, é claro).

Só uma dúvida paira no ar: quedê-lhe o macaco?!? QUEDELHE o bichinho? Espalhando vírus por aí, bicho safado (piada interna)!

MORAL DA HISTÓRIA: Se eu tivesse ouvido a minha voz Fischer interior e ido de saia pra balada, provavelmente eu teria ficado com algum gatinho e não precisaria voltar com a barb... er, digo, Ciça. E se ela voltasse sozinha, não precisaria virar à esquerda na rua do canteiro e nada disso teria acontecido. Resumindo: é TUDO CULPA DA LUIZA!!! SEMPRE!

Escrito por Oksana às 17h08
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06/10/2005


O macaco? Deve estar no zoológico, ué!

Depois de sair quinta, sexta, domingo e segunda, na terça-feira eu achei que era o momento de... Sair, é óbvio. Era dia de hip hop no John Bull, e depois da terça retrasada no mesmo lugar com as Fischers americanas, eu não tinha razão pra pensar que a balada lá seria algo menos do que alucinante.

Conversei com uma amiga pelo msn, e em seguida ligo pra Ciça Fischer.

- E aí, beleza? Vai fazer alguma hoje?

- Não IA né, mas qual é a boa?

Já deu pra perceber que deu trabalho convencer a moça, quase não é facinha.

Além de nós duas, foram ainda a Dé, a Samira, a Mônica, a Isa Traste e uns Tugas (portugueses). Como nós somos Fischers VIP’s, não precisamos enfrentar aquela fila quilométrica e nem pagar entrada porque nossos nomes estavam na lista. Mas também, só de graça mesmo. Como eu queria que fosse o DJ Popson (descobri que o DJ que tocou o hip hop na Ilha também toca no John Bull!), tocando aquelas músicas super comerciais de hip hop americano cantado em inglês e falando de sexo e baixarias. Mas não, o tal do DJ que estava lá só mandava rap nacional, tipo “eu nasci numa favela, o meu pai era bandido, minha mãe prostituta, minha vida é uma desgraça”... Aloooouuuu!!! Só tem playboy aqui, ninguém nasceu na favela não! E eu vim aqui pra dançar (Chão! Chão! Chão! Chão! Chão!) e não pra refletir sobre as mazelas da desigualdade social! Que saco.

Foi muito irritante, cheio de mano, boné virado, um calor insuportável, gente feia, e a tradicional fila de 2h pra pagar e ir embora. Eu e a Ciça resolvemos ir pra casa cedo, porque tínhamos aula quarta de manhã (e também porque a balada já tinha se mostrado um fracasso). Eram ainda umas 2h da manhã quando saímos pra pegar o carro, debaixo de uma tempestade absurda, e tínhamos que andar quase duas quadras. E a Ciça me perguntava: “Por quê? Por que a gente tinha que sair? Eu bem que ouvi uma voz interior me dizendo: ‘Ciça, você vai se foder’, por que eu não acreditei?”... Eu disse então que a minha voz interior já está há tantos dias na balada que ficou rouca... Voz de Fischer, sabe como? Aí ela me disse: “Oksanaaa, não saia!”, e eu: “O quê? Saia?” E ela: “Não saiaaaa”, e eu respondi: “Claro que não vou de saia, tá chovendo, vozinha estúpida! Vou de calça mesmo e você vê se fica quieta”. E a voz então se calou.

Saímos naquela chuva e falávamos ainda sobre ouvir nossa voz interior, sobre como essa balada foi podre e sobre como não tínhamos como imaginar que seria, já que fomos lá duas semanas antes e foi tudo de bom.

Digo pra Ciça virar à esquerda na primeira que desse, mas passamos umas duas ruas e ela não virou, então ao chegar à terceira eu disse: “Vire aqui à esquerda”. E ela virou. Fez aquela curva um pouco aberta e... Eu gritei: “TEM UM CANTEEEI...” BOOM! Já era. Lá estava o canteiro central, que divide a rua em duas pistas, bem embaixo da roda. E o pneu... Não preciso nem dizer né? Por pouco que ela não atropela um toco de árvore no meio do canteiro... Mas assim, não foi 100% barbeiragem, afinal de contas tava chovendo bem forte, o carro dela tem insulfilm bem escuro, blá blá blá... Enfim, foi assim, 90% barbeiragem.

Então, o que faremos? Ligar para o pai? Não, Ciça, tá louca! Pro seu pai a gente só liga quando já tiver uma solução (ou quando estivermos totalmente desesperadas), assim é menor o risco de ele te matar. Antes de qualquer coisa, eu e a Ciça resolvemos tentar trocar sozinhas o maldito pneu. Ei, tá rindo de quê? Eu consigo sim, tá! Só não deu porque... Não consegui encontrar a maldita chave de roda pra soltar o estepe, que fica preso embaixo do Peugeot, e muito menos o macaco! Dá pra entender? Todo mundo sabe que Peugeot 206 é carro de mulher, eles já deviam ter inventado um pneu que se troca sozinho, ou no mínimo um macaco cor-de-rosa que ficasse bem visível!

Bem, então... Pra quem ligaremos? Enquanto a Ciça ligava pro “102”, pra pedir o telefone de um auto-socorro 24 horas, eu telefonei pro Sinho, porque achei que um homem talvez pudesse ter uma idéia brilhante de como nos salvar. A idéia dele foi que a gente ligasse pra polícia. OK, OK, nunca mais confio em idéias masculinas. Mas como a Ciça ligou pro Socorro e nos disseram que deveríamos esperar sozinhas, de madrugada, na chuva, que a previsão pra chegar o socorro era de duas horas, achamos que não custava tentar.

Liga a Ciça pro 190, e o Seu Puliça deve ter curtido horrores com a cara dela... A idéia que eu tinha em mente era mais ou menos o seguinte (com voz de choro): “Moço, pelamordedeus, eu tava voltando pra casa e sofri um acidente, estou só com uma amiga esperando o socorro que deve chegar só daqui a duas horas e tem um sujeito estranho se aproximando e parece que ele carrega uma faca... Por favor, me ajudeeeeeeee!”

Mas a Ciça inventa de ser sincera: “Oi, eu furei meu pneu e não sei o que fazer, eu queria uma sugestão, pra quem que eu ligo? Será que não tem alguém que possa vir aqui?”. O policial diz: “Mas a polícia não faz esse tipo de serviço”, e ela: “Não, eu sei que vocês não trocam pneu! É que a gente tá sozinha aqui e eu tô com medo que alguém apareça, que aconteça alguma coisa”. Ele então sugere: “Bom, se acontecer alguma coisa você liga de volta”... Claro, por que não? Depois que eu morrer eu te ligo! Esse era o momento da Ciça mencionar algo sobre o meu decote, mas ela não pensou nisso e o policial realmente não quis nos ajudar.

Continua...

Escrito por Oksana às 17h50
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27/09/2005


Temendo a queda enquanto estou no auge...

No carnaval desse ano, na beira da praia, li numa única tarde o livro “Montanha Russa” (da Martha Medeiros) que eu mesma dei de presente de Natal pra Adri. Lembrei disso agora porque recentemente tenho vivido uns dias muito “montanha russa”... Não sei se a minha leve tendência ao exagero no sentir (não consigo amar superficialmente, não sei sofrer sem chorar, não sei rir sem... sacudir! Hahahahaha) é que torna os loopings mais alucinantes, as quedas mais bruscas e as subidas mais emocionantes... Sei que, a despeito do marasmo absoluto que estava vivendo há até umas semanas, estou agora a mil por hora... E acelerando! (PORQUE FISCHER NÃO CORRE, FISCHER ACELEEEERA...)

Depois da viagem absurda pra Ilha que rendeu 3 posts (E TEVE GENTE QUE NÃO LEU NENHUM), foram baladas e mais baladas, com todos os estilos de músicas (e gatos) possíveis...

Foi pagode no Intervalo’s, Mundo Livre S/A no antigo Callas (como se chama aquele lugar agora?), sítio no sábado pra refletir um pouco, forró domingo no Silzeus (onde eu descobri que dançar bem demais faz qualquer cara ficar bonito), hip hop terça no John Bull (onde eu descobri que quando o papo não rende existe sempre o “cala a boca e me beija”), quarta no Taco, despedida do Otta, que continuou depois no Naquela Casa da Esquina (onde eu vi que a hipocrisia não tem limites), quinta no Taboo (onde eu descobri que quem faz besteira fica com o copo azul), sexta assistindo Simpson’s com a Lu e a Paty na casa desta última, e sábado num churras em que rolou desde forró até psy... E onde eu descobri... O quanto eu sou obediente! Domingo, pra finalizar a semana, retornamos ao forró do Silzeus... E aí eu descobri que quando você acha que a noite já acabou sempre tem alguém querendo mais.

Viram só quantas descobertas?

Óbvio que cada uma dessas baladas merece um texto especial, mas aí eu escrevo aquelas coisas gigantescas que praticamente só a Lu tem paciência de ler. Então deixaremos de lado as valetices da Xúlia e da Amanda no MLSA, quando a Mô teve que me salvar das minhas próprias amigas, vamos ignorar a cena em que eu, Paulada e Xúlia fugimos de “autoridades” que, na verdade, não estavam nem aí pra gente, esqueçamos o meu fracasso como cupido, deixemos de lado o banheiro de deficientes que parecia mais um carro de palhaço, daqueles que vai saindo mais e mais gente, e nesse caso as palhaças saíam todas rachando o bico no meio das patricinhas... Não vamos nem comentar que eu chego na faculdade com uma roupa super susse e sem o menor intuito de sair e as Fischers me arrastam pra valeta... É a Ciça emprestando roupa e a maquiagem, a Paula pagando dívidas já esquecidas e aí, já era; não volto pra casa mesmo! Nem vamos falar que sexta a gente dormiu na casa da Paty esperando o Muninho ir nos buscar e ele simplesmente nos esqueceu! Tudo culpa da marvada! E como tudo é culpa da Lu, a Lu é a marvada! Também não vamos nem comentar que sábado foi um tanto de hipocrisia aceitar aquele convite e ainda me levar junto né? Hahahaha... Mas quem se importa? Eu não! Até porque eu me dei muuuuito bem! Seu Geraldo sabe! Também nem vou me dar ao trabalho de dizer que as Fischers de açúcar não vão pra balada quando tá chovendo! E a dupla dinâmica Lu e Xu não podem sair porque quase enlouqueceram a tia de tanto vassourarem! Enfim, o que importa é que eu e a Paulada parceira de trilha continuamos fortes na balada... Pirando igual!

Bem, todas essas coisas eu nem vou comentar, não vou nem citar, nem enumerar, nem sequer me dar ao trabalho de digitá-las (hehehe).

Só um acontecimento merece virar texto, que é a nossa balada com as mocinhas estadunidenses, amigas do Alejandro, também conhecido como Hospedandro, ou ainda Agarrandro...

Eu me diverti demais nesse intercâmbio cultural. Mas agora o texto já tá muito grande, eu tô com preguiça, e está começando o programa ao qual eu quero assistir! Depois eu conto das Fischers gringas!

Beijos!

Escrito por Oksana às 02h05
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23/09/2005


Barca pra Ilha (3ª e última parte... finalmenteee)

E no caminho do Beloo... Vou pela trilha... Sim, vou eu e a minha parceira de trilha, enquanto o atrito entre aquelas Havaianas 35 e meus pés 37 abriam uma ferida entre meus dedos sofridos, lugarzinho perfeito pra entrar bicho-de-pé e/ou bicho geográfico (por incrível que pareça eu escapei!), mas não dava pra parar – nem de andar, nem de rir. Foi na ida pra praia Grande, pela trilha do Belo, que ouvimos uma voz misteriosa e eu achava que era a Xúlia e ela achava que era eu. E a voz chamava: “Oksanaaaaaaa”... E passados uns minutos: “Juliaaaaaaaaaaaa” (a voz do além não sabia pronunciar direito o nome da Xúlia), e os gritos foram ficando cada vez mais assustadores, até que eu e o Polaco (mais louco que o Supla) percebemos que a voz vinda do além era de alguém muito, mas muito desesperado, e eu logo identifiquei: “é a Lu!!!” Aí saímos gritando por ela, e o Polaco tentava organizar: “Quero 3 piá comigo agora!”, mas ninguém dava moral, e eu chamava e ela agora estava muda, não respondia mais, e eu pensei: “Pronto, foi pega pelos outros/ devorada por animais selvagens/ caiu num buraco/ teve um ataque cardíaco/ foi abduzida e os ET's não são bonzinhos como o Spielberg gostaria que fossem...”, mas, antes que eu perdesse as esperanças, encontrei a pobre criança, perdida, chorando no meio da mata densa e escura... Puta da cara porque a gente não ouviu os berros dela meia hora antes. Eu não tenho culpa se você se perdeu da gente quando foi comer quietinha!!! Hunf.

Enfim, deu tudo certo, chegamos à Grande e era preciso cuidado pra não pisar na galera que se estendia feito um tapete humano pela areia. Eu e as outras companheiras Fischer ficamos um tempo por lá, curtindo o visual (especialmente eu e a Paulinha Paulada Fischer, só de olho no gateenho Felipe que estava acompanhado, mas serviu de paisagem). No bar tinha um pastel de queijo meio frio e meio murcho, que eu e a Paulada comemos felizes, e ela queria mais um, mas tinha acabado. Na volta pra pousada, mais uma vez aquela aventura de não enxergar um palmo à frente do nariz, de braço dado com a parceira de trilha, e o caminho parecia ficar mais longo a cada passo que a gente dava. Finalmente chegamos e assim que meu corpo encostou na cama, com aquele pezão dolorido e sujo (ecaaaa), mais preto que carvão, eu apaguei, desmaiei de cansaço e só acordei com alguém esmurrando a porta dizendo que o café tava na mesa.

Faltou contar ainda da Cami, bem mais louca que a Cássia Eller, da nossa destreza pra “escalar” meia dúzia de pedras (praticamente de quatro), a quase briga de dois cachorros que só não rolou porque um deles era suuuper da paz (mas a Pequena Paula Valeta só faltou subir no telhado de medo), a maravilha de atendimento num dos restaurantes em que traçamos o disco voador, ah, isso merece um parágrafo.

Peço uma Coca light com limão e gelo, e a garçonete me diz que não tem limão. Num restaurante, não tem limão. Beleza, então, me traz só com gelo. Não tem gelo. NÃO TEM GELO??? Não, não tem gelo. Então tá né! Coca tem, pelo menos? A Pequena pede então uma casquinha de siri. E a garçonete: “Você vai querer mesmo pedir isso? Só vêm duas coisinhas assim.” OK, dispensa a casquinha de siri. Depois do rango, uma das Fischers, que estava fumando na mesa, pede à tosca que traga um cinzeiro, por gentileza. Ao que a criatura responde: “Bate a cinza no chão mesmo”... Moça, tem algo errado aqui nessa conta, tem R$3,00 a mais do que a gente consumiu. E ela: “Ah, mas agora já foi, né?” Como assim, já foi? Tá errado, a gente não gastou esses R$3,00. “Vocês querem ficar discutindo aí? Daqui a pouco eu volto então”. Caraca! Será se dá pra piorar? Converso então com o dono do estabelecimento, que me explica que aqueles R$3,00 são do Carto. De quem? “Do Carto”. Desculpa, não entendi, acho que não conheço... “Vocês não pediram uma carteira de Carto?” Aaaaaahhh! Não, não, ninguém aqui fuma "Carto"! A anta da garçonete tinha marcado o pedido errado na nossa mesa... Não é impressionante a habilidade do povo pra lidar com a clientela? Tipo, o cliente nunca tem razão! E a culpa é sempre da Lu, caso alguém ainda não saiba.

A viagem chegava ao fim, mas eu e a Pequena ainda teríamos mais um naco de aventura antes de retornar a este freezer que chamamos de lar. Ficamos sem carona e fomos abandonadas à nossa própria sorte debaixo de muita chuva a algumas quadras do trapiche. Tentamos em vão uma carona com alguns simpáticos desconhecidos que só faltaram fugir apavorados lançando a água lamacenta das poças sobre os nossos corpos exaustos. Solidariedade é tudo! Rachamos o táxi até a rodoviária, onde chegamos por volta das 17h30 e milagrosamente conseguimos comprar duas passagens para o mesmo dia. Às 20h. Claroooo que sim, por que não? Poltronas separadas? Óbvio que eu aceito! Jantar Baconzitos? Tudo de bom! Quando o busão chegou, pedi pra tia que sentaria do meu lado pra trocar de lugar com a Pequena e ela aceitou. Coloquei todos os meus 3 casaquinhos molhados um por cima do outro e congelei debaixo do maldito ar condicionado. Mas ainda assim agradeço a Deus porque nenhum pobre infeliz inventou de comer Cheetos Bola ou mexerica dentro do ônibus. Quando finalmente chegamos a Curitola, pensando que todas as opções que o universo tinha pra me sacanear já tinham sido esgotadas, eis que surge uma nova possibilidade absolutamente inesperada: mami foi me buscar na rodo, quando um maldito motorista catarina (oh, mas quem diria?) arregaçou a traseira do pobre Twingo, meu parceiro de aventuras – e sem KY!

Enfim, essa é a história de mais uma viagem nonsense na minha vida, recheada de momentos hilários, partilhados com uma galera muito retardada, especialmente as minhas queridas companheiras Fischer. E já estou aguardando ansiosamente a nossa próxima aventura!!!

Beijos,

Oksana Fischer

Escrito por Oksana às 18h58
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